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Armacao

Artigos


 

Zeula Soares - Atriz, diretora e escritora.

Nascida na Capital, é licenciada em filosofia e bacharel em serviço social pela UFSC. Começou a fazer teatro em uma época bastante difícil, não só por ser mulher, mas também pelo regime militar, que aplicava a censura em todos os movimentos culturais do país.

Passou pelo extinto Teatro Universitário de Santa Catarina (Tusc), pelos grupos de teatro do SESC e do SESI.

Das montagens do Armação, entre infantis e adultas, Zeula atuou em 20 delas: “Está Lá Fora Um Inspetor”, “Caminho de Volta”, “Folias do Coração”, “O Inspetor Geral”, “Ária da Capo” (leitura dramática), “Os Órfãos de Jânio”, “PT – 11 Anos”, “Última Instância”, “Flores de Inverno”, “As Quatro Estações”, “Sorrisos Meio Sacanas”, “Contestado, a Guerra do Dragão de Fogo Contra o Exército Encantado” e “Sonho de Uma Noite de Velório". Recebeu o Troféu Bastidores como melhor atriz em “Um Grito Parado no Ar” (1978), “Eles Não Usam Black-Tie” (1979), “A Resistência” (1981), “Oração para um Pé-de-Chinelo”, “Zumbi” (1982), “Gota d’Água” (1985) e “Quem Casa Quer Casa” (1990).

Como diretora, assinou trabalhos para o Grupo Armação, do qual já foi presidente, e para o Grupo de Poetas Livres. Entre eles: “Natal de Portas Abertas” (co-direção de Rogério Hildebrand), “Cala a Boca Já Morreu” (de sua autoria), “Arte e Folclore”, “Natureza Mulher”, “João, o Poeta da Dor (e do Amor)”, “No Balanço do Mar”, “Poesia, Luz e Som”, “A Utilidade da Utopia” – 1ª Fase, “Balada dos Já-com-Terra”, de Júlio de Queiroz. Nesta função, também foi premiada pela direção da peça "O Que a Vida Fez de Mim, de Nós", no Festival de Teatro Relâmpago do Café Matisse.

Autora de diversas peças teatrais encenadas em empresas durante a Semana de Prevenção de Acidentes do Trabalho, também colabora com textos e poemas para a revista “Ventos do Sul” e em antologias de poesias, contos e crônicas. Foi vice-presidente do Grupo de Poetas Livres, que oficializou como sua a “Oração do Poeta”, escrita por ela. Publicou texto sobre portadores de deficiência mental numa revista especializada em língua alemã e é voluntária e participa da diretoria da Cooperativa de Pais e Amigos de Portadores de Deficiência (Coepad).

É a atual presidente da Sociedade Beneficente Vida de Movimento, entidade filantrópica que atende deficientes intelectuais.

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ÉDIO NUNES - Ator

Florianopolitano, bacharel em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina com curso de especialização em Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas.

Iniciou sua carreira teatral em 1962, com a montagem do “Auto da Compadecida” de Ariano Suassuna, no então existente Teatro Universitário de Santa Catarina. Após isso participou dos extintos grupos de teatro do SESC, SESI e Clube 6 de Janeiro.

É fundador do Grupo Armação, ao qual está vinculado até hoje. Também integrou elenco nos grupos O Dromedário Loquaz e Grupo A.

Entre montagens, leituras dramáticas e recitais de poesia, foram mais de 50 espetáculos que tiveram sua participação.

Integrante do movimento cinematográfico catarinense, participou, entre filmes e vídeos, de aproximadamente  40 produções.

Em televisão foram várias incursões em programetes tais como SC-100 Anos de História e RS-1 Século de História.

Também atua em locução tanto para rádio quanto para audiovisuais.

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Sandra Ouriques - Atriz - DRT 8834 

Autodidata - Estreou no Grupo Armação em 1979.

Participações em espetáculos:

1979 - “Eles Não Usam Black-Tie” de Guarnieri e Augusto Boal, montagem 1979/80 - Estreia em Florianópolis no Teatro Alvaro de Carvalho

1981 – “A Resistência” de Maria Adelaide Amaral - Temporada no TAC e projeto Mambembá no Sul do País - Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante

1982/83 – “Zumbi” de Gianfrancesco Guarnieri/Augusto Boal/Edu Lobo - Direção Oraci Gemba; Musical com temporada longa no TAC e outras cidades catarinenses

1986 -  “O Inspetor Geral” de  Nicolai Gogol - Temporada no TAC e festivais nacionais

Participou de outras montagens como " João o Poeta da Dor (e do Amor) recital em comemoração aos cem anos da morte do poeta Cruz e Sousa; como Assistente de direção na peça " Os Lobos" de Ademir Rosa

2003 - homenageada pela Câmara Municipal de Florianópolis , pelas suas contribuições prestadas ao Teatro

Sorrisos Meio Sacanas - textos do cronista Sérgio da Costa Ramos

O Contestado - A Guerra do Dragão de Fogo contra o Exército Encantado de Antônio Cunha

Sonho de Uma noite de Velório - de Odir Ramos da Costa - primeira montagem como viúva Emerenciana e na segunda montagem como a evangélica Nanete.

Participações em Cinema: 

Filme  "O Santo Mágico" de Ronaldo dos Anjos" - papel de D. Nitinha; "A Coroa" de Maria Emília Azevedo - papel de D. Lourdes ; As Diversas Mortes de Adélia e Sorria Voce está Sendo Filmado", de Chico Caprário; "Santa" produção paranaense, roteiro de Antonio Cunha e direção de Pablo Ahumada; "Muamba" roteiro e direção de Chico Faganello; "Sociedade das Apostas" de Thiago Mattos; " A Antropóloga" direção de Zeca Pires - filme indicado para concorrer ao Oscar e ao premio da Academia de Brasileira de Cinema. No premio da ABC Sandra concorre ao premio de melhor atriz coadjuvante.  

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Chico De Nez - Ator - DRT 292SC

Local de Nascimento: Nova Veneza - SC

Iniciou as atividades artísticas em 1975, quando veio estudar em Florianópolis, na função de contra regra na peça “Está lá fora um Inspetor”, montagem do Grupo Armação.

TEATRO:

- 1975 – Está lá fora um Inspetor – de J. B. Priestley – como contra regra.

- 1976 – Caminho de Volta – de Consuelo de Castro – como contra regra.

- 1976 – As Duas Faces de um Homem – como operador de Slide.

- 1978 – Clitemnestra Vive – de Marcos Caroli Resende. Primeira atuação como ator no papel de Orestes.

- 1981 – Oração para um Pé de Chinelo – de Plínio Marcos – 2ª montagem como ator.

- 1982 – Zumbi – de Gianfrancesco Guarnieri, Augusto Boal e Edu Lobo – como vários personagens.

- 1983 – O Rapto das Cebolinhas – de Maria Clara Machado - Peça infantil

- 1984/85 – Folias do Coração – de Geraldo Carneiro – Ganhando o prêmio de melhor ator em Florianópolis

- 1985 – Gota D’água- de Paulo Pontes e Chico Buarque – como ator no papel de Jason

- 1986 – Retrospectiva Armação – de Augusto Sousa – como ator

- 1987/88/89/90 – Tchekhov em 2 tempos – de Anton Tchekhov – Ganhando o prêmio de melhor ator em Florianópolis e indicado para melhor ator no festival Nacional de Teatro em São José do Rio Preto

- 1988 – X- Quidum – de Paulo Rocha – como Diretor e ganhando prêmio de melhor diretor em Florianópolis.

- 1989 – Não quero mais andar na Contramão – de Nivaldo Matos – teatro de bonecos

- 1990/91- Quem Casa quer Casa – de Martins Pena – como ator

- 1993 – Stradivarius – de Augusto Sousa – como ator

- 2001 – Sorrisos Meio Sacanas – Teatralização de Chico Verissimo de Crônicas de Sergio da Costa Ramos - vários personagens

- 2002/03/04 – Contestado – A Guerra do Dragão de Fogo contra o Exercito Encantado – de Antônio Cunha – vários personagens

- 2009/10 – Triângulo Escaleno – de Silveira Sampaio – como ator no papel de Dr. Sergio.

CINEMA:

- Atuou em 8 filmes feitos em SC entre eles: A Roda dos Expostos, Novembrada e Doce de Coco.

 ÓPERAS

- Atuou em 3 óperas como ator convidado: O Elixir, O Diretor e La serva Padrona.

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Carin Dell’ Antonio - Atriz e Professora de teatro

FORMAÇÃO

Licenciatura em Educação Física. UDESC. 1990

Licenciatura em Artes Cênicas. UDESC. 2011

 

ATUAÇÕES - 1983 a 2011

Teatro

*Gota D’água

*X-Quidum

*Folias do Coração

*Velório-Show

*Contestado–A Guerra do Dragão de Fogo Contra o Exército Encantado

*Sorrisos Meio Sacanas

*Sonho de Uma Noite de Velório

*Triângulo Escaleno

*Zilda! Anunciou é Apoteose

 

Cinema

*As Diversas Mortes de Adélia.

*Diário de Um Novo Mundo

*Alguns Curtas da Unisul

 

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

Professora de teatro do ensino fundamental do Colégio Catarinense desde 2009

Professora de teatro extracurricular do Colégio Catarinense desde 2005

Professora de teatro do Centro de Artes Divina Idéia desde 2010.

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Zica Vieira - Ator

 

FORMAÇÃO PROFISSIONAL

Iniciação teatral com Berta Zemmel e Wolney Assis em 1975.

Curso de expressão corporal com Klaus Viana em l984.

Oficina de Arquitetura Cênica com José Dias em 2001.

 

TEATRO

Caminho de Volta de Consuelo de Castro: Dir.  de Augusto de Sousa (iluminador) 75

Clitemnestra Vive de Marcos C. Resende: Dir.  Augusto de Sousa (Corifeu) em l975

Um Grito Parado no Ar de Guarnieri: Dir.  Paulo Rocha (Eusébio) 1977.

Oração para um Pé de Chinelo de Plinio Marcos: Dir.  Nelson Machado (Bereco)

Doce Vampiro de Carlos Carvalho: Dir. Isnard Azevedo (Brasilino) em 1984.

Curto Circuito de Timochenco Wehbi: Dir. Isnad Azevedo (Val) em 1986.

As Hienas de Bráulio Pedroso: Dir. Isnard Azevedo (Victor) em 1986.

Papa Higuirte de Oduvaldo V. Filho: Dir. Paulo Rocha (Manito) em 1989.

11 Anos de PT de Francisco Veríssimo: Dir. Francisco  Veríssimo (Diversos) em 1989.

Última Instância de Carlos Q. Telles: Dir. Waldir Brazil (Duque) em 1991

Salomé de Oscar Wilde: Dir. Amir Hadad (Tigelino/Capadócio) em 1996.

Os Lobos de Ademir Rosa: Dir. Nivaldo Mattos (Um Lobo) em 1999.

Sorrisos Meio Sacacanas de Sérgio da C. Ramos: Dir.  Antônio Cunha (Diversos) em

Baudelaire de Júlio Zanotta: Dir. Júlio Zanota (Baudelaire) em 2002

Contestado - a Guerra do Dragão de Fogo Contra o Exército Encantado - de Antônio Cunha. Dir. Antônio Cunha (Monje Zé Maria) em 2003

Projeto Ato Contínuo na Casa do Teatro: Sulanger/Cunha (Produção) em 2008.


CINEMA

PSW Uma Crônica Subversiva de Luiz Arnaldo: Dir. Paulo Halm (Deputado) em

Alva Paixão de Maria Emília: Dir. Maria Emília (Um Poeta)

Procuradas de Zeca Pires: Dir. Zeca/Frasão (Bandido) em

Perto do Mar de Zeca Pires: Dir. Zeca/Frasão ( Santo) em

Santa de Antônio Cunha: Dir. Pablo Ahumada (Motorista) em 2005.

Aos Espanhois  Confinantes de Angelo Sganzerla: Dir. Angelo (Cardoso)

Conto de Norteville de Uriel Pereira

Memórias de Passagem de Marco Stroisch.

VIDEO

Conexão SC sobre Salim Miguel/Eglê Malheiros de Maria O. Olsen.

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Antônio Cunha - Ator, diretor e escritor

Local de Nascimento: Florianópolis

Início das atividades em teatro: 1979


Peças em que participou no Grupo Armação:

- Quem Casa Quer Casa, de Martins Pena – 1989/90 – Ator

- Flores de Inverno – 1992/93 – Autor e Diretor

- Cala a Boca já Morreu, de Zeula Soares – 1994/95 – Ator

- Mirandolina, de Goldoni – 1993 e 1995 – Ator

- As Quatro Estações – 1998 – Autor e Diretor

- Sorrisos Meio Sacanas, de Sérgio da Costa Ramos – adaptação Francisco Veríssimo – 2001 - Diretor

- Contestado – A Guerra do Dragão de Fogo contra o Exército Encantado – 2003/2004 – Autor e Diretor

- Otelo para Todos os Brasileiros - adaptação de Antônio Abujamra, da obra de Joaquim Manuel de Macedo – Grupo Armação – 2004 (Concurso Prêmio Criação Teatral Volkswagen) – Diretor

- Sonho de Uma Noite de Velório, de Odir Ramos da Costa – 2006 e 2008 – Diretor

- Uma Visita, de Martin Walser – em associação com Esfera Produções Artísticas – 2008 - Diretor

 

OUTRAS ATIVIDADES ARTÍSTICAS:

Outras obras como Dramaturgo (autor):

- peça “Dona Maria, a Louca”

- roteiro do curta-metragem “Santa”

- livro “Três Dramas Possíveis” – teatro - 2004

 

Ator de Teatro (Outros Grupos):

- Peça “ROSA DE HIROXIMA”, autoria própria – Grupo ARCA – temporada 1979.

- Peça ‘ECOS”, autoria própria - Grupo Arca – temporda: 1979.

- Peça “A LUZ NO FIM DO TÚNEL”, autoria própria – Grupo Arca – temporada: 1980

- Peça “POÉTICA, UM CANTO DE AMOR À LIBERDADE”, autoria própria – Grupo do Curso de Atores do Colégio Estadual Aníbal Nunes Pires – temporada: 1981.

- Peça “O ENTERRO DA CIDADE”, de Paulo R. Wollinger - Grupo Garapuvú no Rebojo (UFSC) - temporada: 1983.

- Peça “A MORTA”, de Oswald de Andrade – Grupo O Dromedário Loquaz – leitura dramática: 1999.

- Peça “QUINNIPAK – MUNDOS DE VIDRO”, adaptação de Sulanger Bavaresco – Grupo O Dromedário Loquaz – Temporadas: 2002 e 2005.

Ator de Cinema:

- Filme “VICTOR MEIRELLES, QUADROS DA HISTÓRIA”, direção de Penna Filho, 1996

- Filme “NOVEMBRADA”, direção de Eduardo Paredes, 1998.

- Filme “ALMA AÇORIANA”, direção de Penna Filho, 2001.

- Filme “A VÍTIMA É VOCÊ”, direção de Diego Canarin, 2005.

- Filme “DOCE DE CÔCO”, direção de Penna Filho, 2007.

- Filme “DESILUSÃO”, direção de Marco Stroich e Bob Barbosa, 2007.

- Filme “ASTHEROS”, direção de Ronaldo dos Anjos, 2008.

- Filme “MEMÓRIAS DE PASSAGEM”, direção de Marco Stroisch, 2010.

- Filme “ENSAIO”, direção de Tânia Lamarca, 2010.

Diretor Cênico de Ópera:

- Ópera “O DIRETOR DE TEATRO” (Der Schauspieldirektor), de W.A. Mozart – Companhia da Ilha – 2004.

- Ópera “CAVALLERIA RUSTICANA”, de Pietro Mascagni – Pró-Música de Florianópolis/Festival Nacional de Canto Aldo Baldin –  2004

- Ópera “A FLAUTA MÁGICA”, de W. A. Mozart - Pró-Música de Florianópolis/Festival de Canto Aldo Baldin – 2005

- Ópera “RIGOLETTO”, de Giuseppe Verdi - Pró-Música de Florianópolis/Festival de Canto Aldo Baldin – 2006

- Ópera “LA TRAVIATA”, de Giuseppe Verdi - Pró-Música de Florianópolis/Festival de Canto Aldo Baldin – 2007 e 2008.

- Ópera “O ELIXIR DO AMOR”, de Gaetano Donizetti - Pró-Música de Florianópolis/Festival de Canto Aldo Baldin –  2008.

- Ópera “O BARBEIRO DE SEVILHA”, de Gioachino Rossinii - Pró-Música de Florianópolis –  2009 e 2012.

- Ópera “LA TRAVIATA”, de Giuseppe Verdi – Cia. Ópera de Santa Catarina – 2010.

Vínculo Institucional:

- Integrante da Academia Catarinense de Letras e Artes, a partir de 2011.

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Rogaciano Rodrigues - Ator-Dançarino, Diretor, Professor, Pesquisador, Iluminador, Cenotécnico e Podução de Palco - DRT: 8948

Natural de São Miguel D'Oeste - SC

Formação Profissional:

 -          Pós-Graduado em Educação, nível Mestrado Pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. Linha de pesquisa: Dança e Educação.

 -          Graduado pela UDESC – CEART – no Curso de Licenciatura em Educação Artística com Habilitação: Artes Cênicas, com estágio prático na Universidade Nacional da Costa Rica – UNA, 2006.

Atividades Atuais

-          Diretor e preparador corporal do Coletivo de Atores Negro – Projeto de Extensão Nega – UDESC - 2011;

-          Professor das práticas de teatro e de movimento-dança-terapia no Ateliê da Dança – Campinas, São José - 2011;

-          Direção e preparação corporal – Grupo Maktub de Dança do Ventre do Ateliê da Dança – Campinas, São José - 2011;

-          Professor de Dança Contemporânea no Theatro Adolpho Mello – Centro Histórico de São José - 2011;

-          Diretor e preparador corporal – Grupo Além do Palco – Theatro Adolpho Mello – Centro Histórico – São José - 2011;

 -          Vice-Presidente e Auxiliar de Direção do Grupo Armação de Florianópolis - 2011;

-          Iluminador do Grupo Teatro Sim...Por Quê Não?! – Florianópolis - 2011;

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Waldir Brazil Filho  (Neno Brazil)  - Diretor, escritor e cenógrafo.

Nascido em Forianópolis, formou-se professor de Educação Artística em 1982 – licenciatura pela Universidade para o Desenvolvimento do Estado de SC (UDESC).

Iniciou na publicidade em 1977 na agência Public como estagiário de criação e arte finalista.

A partir de 1979 atua como arte finalista e layoutman de diversas gráficas da região e desenvolve paralelamente trabalhos gráficos (cartazes e programas) e cenográficos junto ao grupo de teatro Armação, que conquistaram alguns prêmios, como pelo cenario de O Rapto das Cebolinhas junto com India Brazil em 1980?, :Troféu Bastidores 1987 com o Cenário de Tchecov em 2 tempos, Troféu Bastidores 1988 com o cenario de Os Órfãos de Jânio e também melhor cenário na 1ª MORTA - Mostra Regional de Teatro Amador da FFC e AGT.

Escreveu e dirigiu a peça Memória – a espessura da poeira de palco, com os atores Waldir Brazil e Édio Nunes, espetáculo que reinaugurou o teatro da União Operária em 3 de outubro de 2001.

Participou como cenógrafo das montagens do Grupo Armação, O Inspetor Geral, Última Instância e Os Lobos.

Em 1980 recebeu prêmio do salão de Artes Plásticas da UDESC e em 1994 do 1° Salão Nacional Victor Meirelles. Expõe regularmente desde 1979.

Roteiriza e dirige comerciais de TV desde 1980. Dirigiu juntamente com Ronaldo dos Anjos, o vídeo “Bom Dia”, ficção premiada no 13° Guarnicê de Cine-Vídeo em São Luís do Maranhão(cenografia).

Em 2004, no 27° Guarnicê, foi premiado na mostra de curtas 35mm como melhor direção de arte pelo filme “O Santo Mágico”, em 2010 no 1° FilmTour Brazil, conquistou 3° lugar na categoria natureza e ecologia com seu documentário para TV Rio Uruguai das nuvens às corredeiras, em  2011 ganha o troféu de melhor direção de arte no 15° FAM Festival Audiovisual do MERCOSUL pelo curta ASTHEROS.

No período de 1991 a 1995 foi sócio na Agência Matrice Comunicação. Em 1995 fundou a Agência Criação, atuando sempre como diretor de criação até sair da sociedade em 2008.

 

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Jaime Baú - Ator

Formação de ator pelo Departamento de Artes da Universidade Federal de Santa Catarina – no período 1984/1985.

Fundador e membro do grupo teatral “Entre Atos e Retratos”- Florianópolis - no período de 1985-1990.

 

Participação como ator nas montagens teatrais – Grupo Entre Atos e Retratos:

1986 - O Inimigo do Povo (Henrik Ibsen) - direção de Vera Collaço;

1987 - Bella Ciao ( Luis Alberto de Abreu) – direção de Vera Collaço;

1989 - Revolução na América do Sul (Augusto Boal) – direção de Vera Collaço;

 

Participação como ator na montagem teatral – Grupo Dromedário Loquaz:

2002 - Quinnipak Mundos de Vidro (adaptação de romance de Alessandro Baricco) - direção de Sulanger Bavaresco.

 

Participação como ator na montagem teatral – Grupo Armação:

2006 e 2008 - Sonho de Uma Noite de Velório (Odir Ramos da Costa) - direção de Antonio Cunha.

 

Leituras dramáticas – Barca dos Livros

Poemas - Manuel Bandeira

O Cancioneiro da Inconfidencia – Cecília Meirelles

Milongas - Jorge Luis Borges

 

Participação como ator em filmes

1987 – PSW – Uma Cronica Subversiva – direção de Palm Halm d Luis Alberto Cassol;

2009 – Doce de Coco – direção de Penna Filho.

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Regina Prates -  Atriz

Formada em Artes Cênicas  pela  UDESC – Universidade para o Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina –  em 1992 – Florianópolis/SC.

Iniciou suas atividades como atriz em 1986, trabalhando em vários grupos teatrais de Florianópolis, atualmente atua no Grupo “O Dromedário Loquaz”

Como atriz, participou de filmes, comerciais e espetáculos teatrais.

TEATRO

1986 - O Funcionário e a Cigana, com direção de Severo Cruz.(Severo e Sua Trupe)

1989 - As Criadas, de Jean Genet, com direção de Nando Moraes. (CEART/UDESC)

1990 - Sonho de Uma Noite de Verão, de Willian Shakespeare, com direção de José Ronaldo Faleiro. (CEART/UDESC)

1993 - Prenome Fausto, de Fábio Brügueman, com direção de Nando Moraes. (Grupo Armação)

1994 - Mirandolina, de Carlo Goldoni, com direção de Nando Moraes. (Grupo Armação)

1995 - Agnus Dei, adaptação e direção de Sulanger Bavaresco. (Grupo de Teatro O Dromedário Loquaz)

1996 - Ópera O Guarani, de Carlos Gomes

1997 - Salomé, Princesa da Judéia, de Oscar Wilde com direção de Washigton Ferreira (Cia Teatral De Profundis)

2002 e 2005 - Quinnipak, adaptação e direção de Sulanger Bavaresco. (Grupo de Teatro O Dromedário Loquaz)

2005 - Ópera A Flauta Mágica, de W. A. Mozart com direção de Antònio Cunha (Pro-Música / Camerata Florianópolis

2006 e 2008 – Jardim das Delícias (Grupo Armação e Grupo de Teatro O Dromedário Loquaz) – texto e direção de Sulanger Bavaresco.

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Sulanger Bavaresco - Diretora, atriz, produtora cultural e professora.

 

Graduada em Artes Cênicas pela UDESC, atua no âmbito teatral desde 1984.

Criou, em 1993, o FLORIPA TEATRO - Festival Isnard Azevedo, integrando a Comissão Organizadora em todas as suas edições.

Em 2011 toma posse na ACLA - Academia de Artes e Letras de Santa Catarina.

No período de 2004 a 2008 atuou como Gerente do Teatro da UBRO.

Como diretora realizou diversos espetáculos junto ao grupo O Dromedário Loquaz e outros.

Como atriz, atuou em diversas montagens tendo trabalhado inclusive com Isnard Azevedo no grupo O Dromedário Loquaz.  

 

Desde 2005 é Assistente de Direção das montagens de ópera feitas pela Pró-Música de Florianópolis (A Flauta Mágica, Rigolett, La Traviata, O Elixir do Amor, O Barbeiro de Sevilha).

Em 2009 assinou a direção da opereta La Serva Padrona, de Pergolesi, com a Camerata Florianópolis, em apresentações na Capital e no interior de Santa Catarina.  

Em 2010, dirigiu O Empresário, de W. A. Mozart e em 2011, A Cantata do Café (J.S. Bach), com a Camerata Florianópolis.

 

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Jose Carlos Ramos - Ator

Fundador do Grupo Armação em 1972 em Florianópolis.

 

Atuou nos seguintes espetáculos teatrais:

1.Está lá fora um Inspetor

2.Caminho de Volta

3.Clitemnestra Vive

4.A Resistência

5.Zumbi

6.Natal de Portas Abertas

7.Ana de Jesus- Auto das Cartas

8.No Balanço do Mar

9.O Mercador de Veneza

10.Sorrisos Meio Sacanas

11.Contestado – A Guerra do Dragão de Fogo contra o Exército Encantado

12.Uma Visita

 

Em cinema participou dos seguintes trabalhos de curta e média metragem:

1. 1894 – Um Duelo à Morte em Desterro

2. Sebo

3. Tabi

4. Durval Durvey

5.Elisa

6.Santa

7.Astheros

8.Além dos Olhos

9.Dona Joaquina

Em televisão, além de inúmeros comerciais, e da participação nas séries sobre a revolução “Farroupilha” e “Santa Catarina - 100 anos de História”, protagonizou um programa de 45 minutos para a RBS TV, produzido pela TVI e dirigido por Alessandro Bulgarini. O programa conta a história das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina desde a sua construção até a sua restauração. Dezoito personagens históricos além do narrador foram vividos pelo ator.

 

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Reynaldo Gramkow, nascido em Curitiba em 08 de maio de 1932. Bisneto de imigrante de Blumenau, vindo de Gramkow, Mecklenburg, Alemanha.

Atividades Artísitcas: Três períodos distintos.

A-    No Ginasial e Colegial :“Encarregado das Atividades Teatrais”, assistência e suporte como contrarregra, ator e diretor (eventual). Programação mínima: duas peças por ano: de cinco e três atos respectivamente e diversas comédias. No Curso Superior: Preparação e apresentação Acadêmica:“O Auto da Compadecida”,”Pedreira das Almas” ,”A Moratória” e “O Diário de Anne Frank”. Assistente de Direção do “Crime na Catedral” de J. Eliot, e ”Natal na Praça”, de H.Ghéon.

(O “Crime na Catedral” foi representado na Igreja São Francisco - Florianópolis).

     B- Na Souza Cruz: atividades artísticas pontuais, próprias de Empresa. Fundador do Grupo Teatral: “FUMO ENROLADO”, com direção do “Auto  da Compadecida”, de A. Suassuna e “A Próxima Vítima” de Marcos Rey.         

     C- Período de Aposentadoria.

    TEATRO - Integrante do Grupo ARMAÇÃO.

   “Mirandolina”, de Carlos Goldoni: personagem: Conde de Albafiorita.    

"Contestado - a Guerra do Dragão de Fogo Contra o Exército Encantado" - de Antônio Cunha. Dir. Antônio Cunha, em 2003. Ator: diversos personagens.

     

    Integrante do Grupo OFICINA PERMANENTE DE TEATRO- Direção de Carmen Fossari

Cotidiano”. Composto de 5 breves textos de Ivo Bender --Ator

“O Mercador de Veneza “-versão livre p/teatro de rua. --Ator

“A Última Década”-Harry Laus.--Ator.

Docente em cursos: teatro Aristotélico- Constantin Stanislavsky.

 

 CINEMA: Cinco Curtas e um longa italiano.

-FRONTEIRA: Chico Faganello.

-BOULE DE SUIFT: Francês - Adaptação de conto de Guy de Maupassant por Suzane Cardoso.

-CUIDANDO DE MIM: UFSC/LED - Direção de Roberto Garrido.

-TIRO NA ASA: Maria Emília de Azevedo.

-BRINCO NOS BOIS: CIDASC - Canal 3 - Direção de Marcos Bittencourt.

 

-ANITA-AMORE & STORIA: (Anita) Longa metragem-Italiana. Direção de Aurélio Crimaldi. Personagem: Padre Antônio Feijó (dublado).

 

Em TV

-“SC-100 Anos de História e RS - Um século de História”.TVI.

-“Família Ventura”: Plano piloto sobre Trilhas, para Prefeitura: Agência Cristal.

-“O Jogo” (O Crime) - TV Globo - Misto de Reality Show,dirigido pelo Boninho e apresentado por Zeca Camargo.

-“Bela Santa Catarina”: integrante do elenco que gravou pelo interior do Estado

 

-Comerciais- Diversos, desde 1994.

 

 


 

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 HOMENAGEM DO GRUPO ARMAÇÃO AOS ATORES QUE FIZERAM PARTE DA HISTÓRIA DO GRUPO -   IN MEMORIAM


ADEMIR ROSA

O livro coordenado por Pedro Uczai sobre Ademir Rosa tem por título “Ademir Rosa – Paixão pela arte, paixão pela vida”.

Sem dúvida Ademir foi um dos atores mais apaixonados pela arte de representar. Foi ator, autor e diretor, numa trajetória iniciada em 1969 e mantida ininterruptamente até o final de sua vida.

Começou em 1969 num grupo criado junto ao SESI, com a montagem de “O Santo Inquérito”, de Dias Gomes, com direção de Odília Carreirão Ortiga.

Foi fundador do Grupo Armação - e seu primeiro Presidente - e do grupo O Dromedário Loquaz. Teve também participação ativa no Grupo A e no movimento cinematográfico catarinense.

Autor de cinco peças das quais duas foram montadas pelo Grupo Armação:

- “A Estória”, numa produção conjunta com o Grupo Pesquisa Teatro  Novo,  sob a direção de Carmen Fossari, em 1995, na qual participou como ator; e

- “Os Lobos”, dirigida por Nivaldo Mattos, em 1998.

No grupo O Dromedário Loquaz sempre foi dirigido por Isnard Azevedo e participou das seguintes montagens:

- “A Importância de Estar de Acordo”, de Bertolt Brecht, em 1981;

- “Nó Cego”, de Carlos Vereza, em 1983;

- “Que se Passa Chê?”, de Carlos Carvalho, em 1984;

- “Curto Circuito”, de Timochenco Wehbi, em 1986.

Pelo Grupo A, com direção de Fátima Lima, foram:

- “O Gambá que Não Sabia Sorrir”, de Rubem Alves, em 1994/96;

- “A Saga dos Manés”, de Márlio Silva, em 1995/96;

- “O Trem da História”, de Márlio Silva, em 1996.

Sua participação em cinema deu-se em:

- “Prata Palomares”, direção de André Farias, em 1971;

- “PSW – Uma Crônica Subversiva”, direção de Paulo Halm e Luiz Arnaldo Dias Campos, em 1987;

- “Manhã”, direção de Zeca Nunes Pires e Norberto Depizolatti, em 1989;

- “Desterro”, direção de Eduardo Paredes, em 1993;

- “Alva Paixão”, direção de Maria Emília Azevedo, em 1994;

- “Ritinha”, direção de Antônio Celso dos Santos, em 1995.

 

Sua maior participação cênica foi no Grupo Armação. Integrou, sempre com destaque, as seguintes montagens:

- “Contestado”, de Romário Borelli, com direção de Augusto Sousa, em 1972;

- “Está Lá Fora um Inspetor”, de J. B. Priestley, direção de Jason César, em 1974/75;

- “Caminho de Volta”, de Consuelo de Castro, dirigida por Augusto Sousa, em 1975/76;

- “Clitemnestra Vive”, de Marcos Caroli Resende, novamente sob direção de Augusto Sousa, em 1977/78;

- “Um Grito Parado no Ar”, de Gianfrancesco Guarnieri, direção de Paulo Roberto Rocha, em 1978/79;

- “Oração para Um Pé de Chinelo”, de Plínio Marcos, dirigida por Nelson Machado, temporada de 1980;

- “O Inspetor Geral”, de Nicolai Gogol, direção de Norton Makowiecky, em 1986;

- “Os Órfãos de Jânio”, de Millôr Fernandes, sob direção de Paulo Roberto Rocha, temporadas de 1988/89/90;

- “PT – 11 Anos”, de Chico Veríssimo, sob sua direção;

- “A Estória”, de sua autoria em produção conjunta com o Grupo Pesquisa Teatro Novo, com direção de Carmen Fossari.

Falecido em 28 de fevereiro de 1997 aos 49 anos, deixou uma história rica no meio teatral catarinense, que veio a justificar a denominação do espaço cênico do Centro Integrado de Cultura com o nome de Teatro Ademir Rosa.  



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AUGUSTO SOUSA

Visionário, sonhador, Augusto sempre pensou grande.

Diretor do Departamento de Cultura do Estado de Santa Catarina colaborou com diversas montagens de peças no interior do Estado.

Teve participação no movimento teatral do eixo Rio/São Paulo: no Rio de Janeiro colaborou com uma montagem do “Rei Lear”, de Shakespeare e na instalação de um teatro de bolso; em São Paulo participou da tradução e idealização de “Equus” de Peter Schaeffer.

 Conheceu Paschoal Carlos Magno, uma espécie de Ministro da Cultura “oficioso” participando, com ele, de projetos nacionais como “A Barca da Cultura”, que consistia em agregar diversas modalidades artísticas – teatro, dança, circo, etc. – que atravessavam o Rio São Francisco em uma embarcação que ia parando e fazendo apresentações em diversas cidades do interior nordestino.

Em Santa Catarina apostou na criação de uma companhia profissional de teatro e junto com Romário Borelli criou, em 1972, o Grupo Armação, com a montagem de “Contestado”. Investiu pessoalmente no projeto que, apesar da qualidade artística, não vingou enquanto projeto empresarial.

Viajou para Londres onde permaneceu algum tempo, estagiando na Royal Shakespeare Company.

De volta a Florianópolis reintegrou-se ao Grupo Armação, dirigindo os seguintes trabalhos:

- “Caminho de Volta”, de Consuelo de Castro, em 1975, quando liderou a tentativa de criação de uma nova casa de espetáculos, o Teatro Armação, no bairro da Agronômica;

- “Clitemnestra Vive”, de Marcos Caroli Rezende, em 1977/78, que integrou o “Projeto Mambembão”, do extinto Serviço Nacional de Teatro – SNT;

- “O Dia do Javali”, do autor catarinense e seu amigo Mauro Júlio Amorim, na temporada de 1984;

- concebeu e dirigiu “Retrospectiva Armação”, espetáculo direcionado para a abertura da Casa do Teatro, em 1986;

- “Sem Rimas e Sem Razão”, recital poético apresentado no lançamento de livro homônimo da jornalista e poetisa Maria Odete Olsen, em 1991;

- de sua autoria “Stradivarius”, em 1993;

- em 1995, também de sua autoria “Ana de Jesus – Auto das Cartas”.

Incursionou pelo cinema, criando a Haeming Produções Cinematográficas e traalhando arduamente na tentativa de viabilização de dois projetos de longa metragens:

- inicialmente desenvolveu, a partir de uma obra literária de João Felício dos Santos, um roteiro sobre “Anita Garibaldi”. Chegou a efetuar alguma captação de recursos e contratar parcialmente com a então existente Embrafilme. Contudo teve que abandonar o projeto face a anti política cultural do governo Collor;

- o segundo projeto estava embasado na roteirização de seu texto teatral “Stradivarius”. Conseguiu uma captação parcial mas não obtendo sucesso total na realização das receitas, teve novamente que abandonar sua pretensão.

No dia 07 de janeiro de 2012, aos 67 anos, faleceu subitamente deixando uma mensagem de perseverança e luta quanto à realização de objetivos.

 


 


JASON CÉSAR

Profundo conhecedor do teatro universal, Jason César Carvalho foi um ator de técnica esmerada além de um brilhante diretor.

Iniciou sua participação teatral num movimento que foi um marco na vida cultural do final dos anos 1940 até o término dos anos 1950, o Grupo Sul. Junto a nomes como Eglê Malheiros, Salim Miguel, Valmor Cardoso da Silva, Hiedy de Assis Corrêa, Élio Ballstaedt e Silveira de Sousa entre outros, ajudou a agitar a cena teatral catarinense, sendo um dos criadores do Teatro Experimental do Círculo de Arte Moderna.

O destaque individual que obteve, garantiu-lhe a concessão de uma bolsa de estudos concedida pelo Governo do Estado. Em decorrência cursou, em 1952, História do Teatro Universal, Interpretação e Direção, no Teatro Duse, instituição criada e gerida pelo lendário Paschoal Carlos Magno, no Rio de Janeiro.

Em 1955, ainda no Rio de Janeiro, teve participação decisiva na extinta TV Rio, nas funções de ator e produtor da programação de teleteatro então vigente, permanecendo na emissora até 1958.

Na qualidade de diretor administrativo esteve, em 1962, com o espetáculo “Skindô” na Argentina, Uruguai, Portugal, Espanha e França.

De volta a Florianópolis dirigiu, em 1972, a peça “Sedimentação Movediça da Sociedade”, de Gelci Coelho, o Peninha, montada por um grupo da Universidade Federal de Santa Catarina.

Levado por Ademir Rosa, assumiu a direção de “Está Lá Fora Um Inspetor”, autoria do inglês J. B. Priestley, que em 1974/75 marcou a retomada do Grupo Armação.

Em 1976, também no Armação, concebeu e dirigiu o espetáculo “As Duas Faces de Um Homem”, composto de “O Homem da Flor na Boca” de Luigi Pirandello e da comédia “Humor Japonês”, de sua própria autoria. Ambos os trabalhos eram enriquecidos pela participação de Jason como ator.

Funcionário da Fundação Catarinense de Cultura, Jason foi lotado no Teatro Álvaro de Carvalho onde permaneceu até sua morte, ocorrida em 10 de novembro de 1995, aos 69 anos.


 

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JUVAL NAHAS

Um dos mais talentosos atores de sua geração, Juval fez seu primeiro trabalho no Grupo Armação em 1981. Dirigido por Nivaldo Mattos ele participou da segunda montagem de “Oração Para um Pé de Chinelo”, texto de Plínio Marcos que o Armação já havia apresentado em 1980 com outra direção e elenco.

Ator de forte presença cênica, deixou sua marca em trabalhos diversos que acentuaram sua profunda versatilidade:

- “Zumbi”, de Gianfrancesco Guarnieri, Augusto Boal e Edu Lobo, sob direção de Oraci Gemba, que em 1982 marcou o maior sucesso de público da história do Armação;

- Em 1983 integrou o elenco de “O Rapto das Cebolinhas”, de Maria Clara Machado que, com direção de Beto Westphal, se constituiu no primeiro texto infantil montado pelo Armação;

- O poético “Folias do Coração”, de Geraldo Carneiro, seria seu próximo trabalho, nos anos 1984/85, sob a direção de Norton Makowiecky;

- Novamente dirigido por Beto Westphal, Juval foi um dos destaques do musical “Gota D’Água”,  de Paulo Pontes e Chico Buarque, em 1985;

- Na abertura da Casa do Teatro do Armação, em 1986, ele integrou o grupo de “Retrospectiva Armação”, espetáculo concebido e dirigido por Augusto Sousa;

- A leitura dramática de “Ária da Capo”, de Edna Saint Vincent Milley, dirigida por Odília Carreirão Ortiga e Bebeto Silveira, foi seu trabalho de 1987;

- Sua última participação no Grupo Armação foi em 1988 quando, sob a direção de Paulo Roberto Rocha, compôs o elenco de “Os Órfãos de Jânio”, de Millôr Fernandes. Por problemas pessoais ele deixou o elenco, sendo substituído por Ademir Rosa na continuidade da temporada.

Teve algumas experiências no campo do audiovisual. Dirigido pelo amigo Zeca Nunes Pires participou de algumas produções em Super 8: “Trote Universitário”, “João Brasil” e “O Escândalo no Edifício Canadá”. Também participou do elenco de “PSW – Uma Crônica Subversiva”, média metragem dirigido por Paulo Halm e Luiz Arnaldo Dias Campos, em 1987.

Havendo concluído o curso de direito, Juval prestou concurso para a Secretaria de Segurança Pública, para o cargo de Delegado de Polícia. Em 16 de setembro de1993, no exercício de sua atividade funcional, foi vítima de acidente automobilístico na BR-101, vindo prematuramente a falecer, aos 32 anos de idade.

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NIVALDO MATTOS

Controvertido, intenso, polêmico, artista por natureza, para muitos não era um ser humano comum mas sim “um personagem”. Foi considerado um dos melhores atores catarinenses de sua geração.

O lagunense Nivaldo Mattos bacharelou-se em turismo mas efetivamente foi um homem de teatro por excelência. Sob a direção de Jason César, no grupo da Universidade Federal de Santa Catarina integrou o elenco de “Sedimentação Movediça da Sociedade”, de Gelci Coelho, o Peninha, no ano de 1972.

Incursionou pelo teatro profissional do Rio de Janeiro e de São Paulo, atuando na montagem de “O Botequim”, de Gianfrancesco Guarnieri, sob a direção de Antônio Pedro com músicas de Toquinho, em 1973.

No Grupo Armação sua participação foi expressiva:

- estava na montagem de “Contestado”, de Romário Borelli, direção de Augusto Sousa, primeiro trabalho do Armação, em 1972;

- com a direção de Beto Westphal, participou do elenco de “A Resistência”, de Maria Adelaide Amaral, peça selecionada para integrar o projeto “Mambembá” do extinto Serviço Nacional do Teatro – SNT, com apresentações no Rio Grande do Sul e no Paraná, no ano de 1981;

- ainda em 1981 dirigiu a 2ª. montagem do Grupo Armação, da peça “Oração para um Pé de Chinelo”, de Plínio Marcos;

- como produtor e ator compôs o grupo que apresentou “Zumbi”, de Gianfrancesco Guarnieri, Augusto Boal e Edu Lobo, sob a tutela do diretor paranaense Oraci Gemba, em 1982, maior sucesso de público do Armação;

- quando da abertura da Casa do Teatro esteve presente no espetáculo “Retrospectiva Armação”, escrito e dirigido por Augusto Sousa, em 1986;

- o único espetáculo de teatro de bonecos do Grupo Armação – “Não Quero Mais Andar na Contramão” – teve sua autoria, direção e atuação, em 1989;

- em 1998 dirigiu “Os Lobos”, de Ademir Rosa, primeiro espetáculo do Armação a ser apresentado nos quintais da Casa do Teatro e do Círculo Ítalo Brasileiro;

 Seu último trabalho foi a direção da leitura dramática de “A Casa de Bernarda Alba”, de Federico Garcia Lorca, em 1999, texto que projetava encenar e não conseguiu viabilizar.

Faleceu aos 57 anos, no dia 17 de agosto de 2002.

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ORACI GEMBA

Natural de Quatiguá, norte do Paraná, Oraci Gemba  era formado em filosofia pela UFPR.

Durante a década de 60 exerceu intensamente a crítica teatral

Um dos mais importantes encenadores da história do teatro paranaense, diretor e autor teatral, Gemba foi sobretudo um criador de espetáculos que marcaram época e se caracterizaram pela polêmica e pela montagem revolucionária.

Em 1967 fundou, com Chisto Dikoff, o Grupo Escala, tendo sua montagem de estreia representado o Brasil no Festival de Nancy, na França.

Recebeu vários prêmios de direção, tanto em seu estado natal como nacionalmente, e tornou-se membro da Academia de Letras do Paraná.

 Seu teatro dominou a cena curitibana nas décadas de 70 e 80. O teatro de Gemba era caracterizado pela grandiloquência e pelo rico e controverso conteúdo dos temas de suas peças. Além de encenar grandes autores, montou textos de sua autoria, alguns dos quais se tornaram bastante conhecidos, como “Maria Bueno”, “O Cerco da Lapa”,  “A Última Noite” e “Via Crucis”.

Em 1982, trazido por Nivaldo Mattos, Oraci Gemba dirigiu a montagem de “Zumbi”, texto de Gianfrancesco Guarnieri, Augusto Boal e Edu Lobo, que veio a se constituir no maior sucesso de público da história do Grupo Armação.

Retornando a Curitiba, Gemba presidiu a Fundação Teatro Guaíra no período de 1983 a 1985. Durante sua gestão foi fundada a Orquestra Sinfônica do Paraná, os cursos de artes cênicas e de dança foram transformados em cursos de nível superior e o Teatro de Comédias do Paraná foi revitalizado.

Gemba viria a falecer, aos 60 anos, em 14 de julho de 1994.

 

 

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SYLVIO MANTOVANI

Reconhecido como o mais destacado cenógrafo de Santa Catarina, embora nascido no Rio Grande do Sul, o arquiteto Sylvio Mantovani iniciou no teatro em 1982, como ator do grupo O Dromedário Loquaz, participando da peça “Exercícios, Jogos e Cenas”, sob a direção de Isnard Azevedo.

Já em 1983 assina a cenografia, a iluminação e a programação visual da peça “Nó Cego”, de Carlos Vereza. Essas funções ele viria a desenvolver, sempre com reconhecido talento, nas demais produções do grupo, entre as quais “Doce Vampiro” e “Que se Passa Che”, de Carlos Carvalho, “Curto Circuito”, de Timochenko Wehbi, dirigidas por Isnard Azevedo e “Ato Cultural”, de Jose Ignacio Cabrujas” e “Dona Maria, a Louca”, de Antônio Cunha, direção de Pio Borges e “Quinnipak – Mundo de Vidro”, texto e direção de Sulanger Bavaresco.

No Grupo Armação sua primeira participação foi, como ator, no espetáculo infantil “O Rapto das Cebolinhas”, direção de Beto Westphal, em 1983.

Ainda no Armação, viria a assinar a cenografia e a iluminação das seguintes montagens:

-  “A Mais Forte”, de August Strindberg, direção de Pio Borges, em 1991;

- “Sim, eu Sei”, de Fábio Brüggemann, dirigido por Nando Moraes, em 1992;

- “Quatro por Dois”, de Alcione Araújo, também em 1992, sob a direção de Pio Borges;

- “Prenome: Fausto”, de Fábio Brüggemann, novamente com direção de Nando Moraes, em 1993. Nesse trabalho, o último com o Grupo Armação, além da cenografia, da iluminação e da programação visual, Sylvio participou da dramaturgia da peça e foi o protagonista do espetáculo.

Também emprestou seu talento à elaboração de projetos cenográficos para companhias de dança e ópera. Já detentor de vários prêmios em teatro, criou, em 1997, o cenário do espetáculo de dança “In Perfeito”, do grupo catarinense Cena 11, que rendeu a primeira indicação de cenografia a um grupo de dança no Brasil para o Troféu Mambembe. Ainda com esse trabalho foi indicado para o Prêmio Ministério da Cultura e para o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA).

Na ópera, produziu os cenários dos espetáculos “Cavalleria Rusticana”, “A Flauta Mágica”, “Rigoletto”, “La Traviata”, “O Elixir do Amor” e “O Barbeiro de Sevilha”, montagens realizadas pela Pró Música de Florianópolis e pela Cia. Ópera de Santa Catarina.

O arquiteto Sylvio Mantovani, próximo de completar 55 anos, faleceu em 14 de abril de 2011, deixando a lembrança da beleza de seus projetos e da excelência de sua cenografia.

 

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WALDIR BRAZIL

Waldir Brazil foi, o que agora se costuma dizer, um multimídia. Ator, diretor, cantor, compositor, humorista, radioator, sempre com brilhantismo, privilegiando o teatro que ele dizia ser “a sua cachaça”.

Garoto ainda, com 18 anos, iniciou sua participação artística ingressando no Teatro da União Recreativa Operária – UBRO, comandado por Deodósio Ortiga. Ali foi sua primeira escola, preparando não só o ator mas o homem de teatro por inteiro. Brazil passou a ter conhecimento, pelo exercício prático, de todas as facetas do teatro, quer no palco como excelente ator, quanto no seu entorno técnico com noções de cenografia, figurino, iluminação, etc.

Sua trajetória foi extremamente rica, com passagens marcantes no rádio catarinense – Rádios Guarujá e Diário da Manhã – tanto como humorista (seu personagem Zecatau foi um marco) como radioator.

Na música foi “crooner” (vocalista) de regionais (bandas) além de compositor de marchas carnavalescas.

No cinema teve uma participação efetiva a partir de “O Preço da Ilusão”, primeiro longa metragem catarinense, numa produção do Grupo Sul.

Com o Grupo Oficina, de Zé Celso Martinez Corrêa e sob direção de André Farias,  integrou um projeto revolucionário para Florianópolis do início dos anos 70, “Prata Palomares”, por longos anos vetado pela censura oficial.

Em 1987 foi um dos destaques de “PSW – Uma Crônica Subversiva”, de Paulo Halm e Luiz Arnaldo Dias Santos.

 Coube-lhe a primeira grande premiação da cinematografia nacional para um ator catarinense com “Manhã”, direção de Zeca Nunes Pires e Norberto Depizolatti, no FestRio/89, como o melhor ator de curtas metragens.

Voltou à cena em 1993, com “Desterro” de Eduardo Paredes.

Novamente sob a direção de Zeca Nunes Pires, recebeu outra premiação nacional, desta feita no Festival de Gramado de 2003, como o melhor ator de vídeo, pela protagonização de “Perto do Mar”.

“A Ilha” foi seu filme imediato, com nova direção de Zeca Nunes Pires e finalmente teve uma participação especial em “O Santo Mágico”, de Ronaldo dos Anjos.

No teatro, sua verdadeira praia, participou de montagens no grupo O Dromedário Loquaz, sob direção de Isnard Azevedo: “Que se Passa Che?”, de Carlos Carvalho e “Curto Circuito”, de Timochenco Wehbi, respectivamente em 1984 e 86.

No Grupo Armação, onde ingressou em 1975, foram vários trabalhos:

- “Caminho de Volta”, de Consuelo de Castro, sob direção de Augusto Sousa, quando da criação de um novo espaço cênico na cidade: o Teatro Armação, no bairro da Agronômica;

- em 1977/78 compôs o elenco de “Clitemnestra Vive”, de Marcos Caroli Rezende, também dirigido por Augusto Sousa, um dos representantes de Santa Catarina no Projeto Mambembão, do extinto SNT;

- com “Eles não Usam Black-Tie”, de Gianfrancesco Guarnieri, com direção de Beto Westphal, obteve o prêmio de melhor ator em 1979;

- “Zumbi”, com direção de Oraci Gemba e de autoria de Gianfrancesco Guarnieri, Augusto Boal e Edu Lobo, foi seu trabalho de 1982;

- voltou a ser dirigido por Augusto Sousa em 1984, com “O Dia do Javali”, de Mauro Júlio Amorim;

- nas temporadas de 1987/88/89/90 foi diretor de “Tchekhov em Dois Tempos”, espetáculo constituído de “O Canto do Cisne”, no qual era também o protagonista e a comédia “O Pedido de Casamento”, textos do autor russo Anton Tchekhov;

- dirigiu e também atuou na comédia “Quem Casa Quer Casa”, de Martins Pena, nas temporadas 1990/91;

- voltou à direção ainda em 1991, com “Última Instância”, de Carlos Queiroz Telles;

- em 1998, dirigido por Nivaldo Mattos, participou da montagem de “Os Lobos”, de Ademir Rosa;

- “O Belo Indiferente”, de Jean Cocteau, foi por ele dirigido em 2001, na forma de leitura dramática;

- sua última participação cênica foi em 2002, com a reabertura do Teatro da UBRO, com o espetáculo “Memória – A Espessura da Poeira do Palco”, de autoria de seu filho Neno Brazil, focando a vida do próprio Waldir Brazil.

Em 21 de junho de 2006, aos 86 anos,  Waldir Brazil deixava a vida e os palcos, legando um exemplo de dedicação e talento voltados à cena catarinense.

Ainda em vida recebeu uma homenagem do Grupo Armação que denominou seu espaço cênico, na Casa do Teatro, de “Sala Waldir Brazil”.